segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Hino de Timor-Leste ...mmm


Pátria, Pátria, Timor-Leste, nossa Nação.
Glória ao povo e aos heróis da nossa libertação.
Pátria, Pátria, Timor-Leste, nossa Nação.
Glória ao povo e aos heróis da nossa libertação.
Vencemos o colonialismo, gritamos:
Abaixo o imperialismo.
Terra livre, povo livre,
Não, não, não à exploração.
Avante unidos firmes e decididos.
Na luta contra o imperialismo
O inimigo dos povos, até à vitória final.
Pelo caminho da revolução.


sábado, 17 de novembro de 2012

Baucau (no ultimo fim-de-semana de Outubro)

Deixem-me falar de Baucau. Baucau é a segunda maior cidade do país, conhecida antes da independência como vila Salazar… para terem uma noção e dada a pouca concentração habitacional… cheguei ao centro da cidade e senti-me como se estivesse numa pequena vila… com infraestruturas que dominam o centro mas que não correspondem nem ao número de pessoas na rua ou a uma intensidade de um tráfego que poderia ser normal, ou para mim expectável, na capital de distrito. Na verdade o tráfego é praticamente inexistente. Quatro edifícios separados de poucos metros chamam a atenção no centro de Baucau. O velho mercado municipal hoje em ruína e completamente abandonado, de tal forma que o mercado se instalou nas artérias adjacentes, a igreja da diocese de Baucau com uma enorme cruz amarela em fundo branco na sua fachada principal e a pousada cor-de-rosa, num estilo bastante colonial, onde fiquei alojado e perto da qual se encontra um convento onde se podem adquirir simpáticas peças de artesanato. Baucau encontra-se a uma centena de quilómetros de Dili mas o trajeto em carro leva cerca de 3 horas e meia, dado o deplorável estado das estradas, um problema existente em todas as vias rodoviárias do país, onde os buracos se transformam em crateras.. e mesmo com um carro à altura andar bem devagar é recomendável bem como colocar a mão na buzina com alguma frequência em estradas montanhosas onde dois carros mal se conseguem cruzar. Como em Dili a sensação que existe muito para fazer no país é enorme mas que o potencial turístico existe e em breve será explorado é uma certeza. O ponto mais alto da incapacidade imediata de resposta a um turismo crescente foi encontrar-me de repente na cozinha da pousada a preparar cocktails, a pedido das cozinheiras, após me terem confessado que não conseguiriam concretizar nenhum dos meus pedidos, apesar de constarem de uma lista de cocktails disponíveis, que se calhar ninguém tinha ainda utilizado...para descanso do pessoal. Fico com a sensação que estamos ainda a aproveitar os últimos anos em zonas que se transformarão em breve em destino turístico para muitos australianos e outros vizinhos e que transformarão em muito a paisagem atualmente existente do país. Na praia de baucau um bar improvisado mas muito simpático, um por-do-sol e um copo de vinho branco.. sim outro ritmo de vida… e a simpatia constante das suas gentes. 

A sogra da Maria...

A Maria, nossa colega local, Maria Amaral, convidou-nos para uma noite em casa dela. Tratava-se de uma jantar de memória à sogra dela, falecida há um ano. Fui com mais uns colegas e esperava encontrar uma mesa posta num local pequeno onde se juntariam vinte a trinta pessoas para relembrar o facto. Ao aproximar-me da casa, no meio da penumbra que rodeava o bairro, apercebi-me que uma música bastante alegre e com bom ritmo tocava. A Maria recebe-nos com um imenso sorriso nos lábios e por trás dela avistamos centenas de convidados, em diferentes espaços no exterior, e várias mesas onde se encontravam um número incrível de travessas e pratos cheios de carne, legumes, bacalhau com natas, bacalhau à Brás, leitão, rissóis... substituídos a cada instante por novos pratos e travessas à medida que se iam esvaziando…a Maria pegou em mim e fomos dançar ... ela dizia que todos os Portugueses sabem dançar pois foram eles que ensinaram os timorenses a dançar... no fim foi bom, voltei para casa com a sensação de ter agradado à Maria e de ter passado um excelente momento com os “Amarais” de Dili… Obrigado Maria, Obrigado Barak.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Bom dia!

Hoje tive uma reunião no Palácio presidencial. Ao chegar ao ministério das finanças e passar pelo portão virado para a Casa Europa, sede da nossa delegação, reparei em mais algumas diferenças em relação a Cabul. Os guardas mal perceberam que passei, os portões estavam abertos e nāo houve qualquer tipo de controlo...  lá dentro no pátio um grupo de  miúdos  gritou "Bom dia!!!" quase em uníssono  respondi com um sorriso e retribuí...  já não estava habituado a este tipo de tratamento desde Cabul ... lá as coisas eram mais frias, as pessoas eram tão distantes, a boa-educação não se encontrava tão presente... 

sábado, 3 de novembro de 2012

Areia branca

Cheguei a Timor com a sensação de medo de andar na rua. Um medo constante. uma desconfiança persistente de quem esteve num país sem segurança demasiado tempo. Um medo de insegurança que trouxe de Cabul ... de três longos anos passados  num país sem segurança e ... sem esperança. Progressivamente apercebi-me que não devia ter medo de andar na rua, nem de dia nem de noite. voltei a caminhar na rua, voltei a apreciar as pequenas coisas da vida , a olhar para as crianças que tomam banho no mar, um mar de águas quentes e com um pôr-do-sol único... Percorri o mercado da fruta, assisti a uma festa de casamento para o qual fui convidado a dançar... sentado numa esplanada na praia a tomar um sumo de lima decidi utilizar o nome de areia branca ... areia branca nome da nova coletânea de prosas ... Areia Branca nome da praia ... Areia Branca nome do novo blogue